domingo, 1 de maio de 2011

Mulher de Fases | Preview


Nem tão complicada, nem perfeitinha, mas suficientemente engraçadinha

Dizem que uma das piores coisas que se pode dizer para uma mulher (depois de afirmar que ela está gorda ou que o novo corte de cabelo não ficou bom) é que ela é engraçadinha. Bom, desculpem-me, mas Mulher de Fasesé engraçadinha, sim, e de uma maneira bem positiva.
Trata-se da primeira aventura da HBO latino-americana na produção de uma comédia e eles souberam escolher bem com quem trabalhar. A série foi feita em parceria com aCasa de Cinema, a mesma de O Homem que Copiava,Meu Tio Matou um Cara Saneamento Básico.
Eu assisti aos dois primeiros episódios da série e, deste pouco que vi, já dá para notar que o humor orbita entre o físico (costas travadas depois de um exercício exagerado) e o discreto (como nas trocas de figurino do ricaço do segundo episódio), oferecendo risadas para públicos bem variados.
A história é simples: a corretora de imóveis vivida por Elisa Volpatto acabou de se separar e muito rapidamente já está na ativa novamente, mostrando que a fila anda e o pireguetismo já assola também Porto Alegre, onde a série foi filmada. O problema é que ela não quer repetir os erros do passado e agora procura homens bem diferentes do seu ex (o rouba-cena Rodrigo Pandolfo), que está sempre orbitando sua vida, principalmente na casa da mãe dela (Mira Haar), que gostaria de vê-los juntos novamente. Para ajudar Graça na "caça", entra em cena a melhor amiga (Antoniela Canto) e sua filha pré-adolescente (Julia Assis Brasil), que tem a função de ser a voz da razão no meio de tanta loucura.
Na contagem de dois tipos bem diferentes por episódio, Graça se joga na relação a ponto de mimetizar o homem com quem está. Quando começa a sair com o publicitário fumante, vira uma chaminé, ao se encontrar com o guru, esotérica, e assim por diante. Para conseguir mostrar tantas caras diferentes, entram em cena os figurinos variados, as revistas que ela compra na banca e, principalmente, o talento da atriz, que parece ser bem grande. Em uma cena solo em que visita um apartamento para si mesma, Volpatto faz a corretora e a cliente, no melhor estilo Gollum e Smeagol. Impressionante.
A forma caricata com que a protagonista se apaixona e passa a se comportar pode cansar logo, mas deve conseguir se sustentar pelos 13 episódios de meia hora desta primeira temporada, que ao contrário da música dos Raimundos, pode não ser perfeitinha, mas também não tem nada de complicada.



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